Gente fina é outra coisa: Ale Garattoni

Estreia da coluna Gente fina é outra coisa! Pude entrevistar a fofa que fica por trás do It Girls e rendeu essa matéria aqui! 🙂

Carioca da gema com alma paulistana e moradora da cidade de São Paulo, Ale Garattoni é formada em Administração de Empresas na Universidade Cândido Mendes. Fez o curso de Jornalismo de Moda no SENAC-RJ, com a conceituada Iesa Rodrigues. A, até então, administradora sempre amou escrever e é viciada em revistas desde bem novinha. Decidiu prestar vestibular pra Economia – não sabe o porquê –, no meio do curso trocou pra Administração e se formou. Trabalhou com a Isabela Capeto, cuidando oficialmente das exportações e do financeiro da estilista. Foi então que teve a certeza quer queria a comunicação de moda pro resto de sua vida.

Foi subeditora do Glamurama e editora assistente do site RG Vogue. Como colaboradora já assinou matérias pra as revistas Vogue, RG Vogue, Elle e outras revistas. Sua experiência mais marcante foi trabalhar na Vogue e na RG. E pra quem trabalha ou quer trabalhar com moda, a revista é sempre um sonho a se atingir.

Já estando bem colocada como colaboradora, Ale criou – sem nenhuma pretensão – o blog de moda e comportamento inspirado em sua coluna no RG: o It Girls. Profissionalmente, nada dá mais prazer a ela do que escrever um post bacana e por isso traz muito mais realização pessoal do que profissional. Segundo Ale, o fato de ter 100% de liberdade editorial é uma coisa que só quem trabalha na área entende o que significa.

Ser It Girl vai além de ter apenas carisma. Ser It Girl é inspirar todo um grupo.  Qualquer coisa pode ser motivo para novos posts. A blogueira também passa muitas horas na internet, compra revistas até de países que não sabe o idioma por que é muito curiosa. A maior referência pra ela é observar tudo! Ela é do tipo que assiste um desfile com um olho na passarela e outro na platéia (ao mesmo tempo!).

Pra quem acha que não… O fator sorte é muito importante sim! Garattoni não nasceu em uma família de jornalistas nem em uma família de fashionistas. Pelo contrário, a maioria dos seus amigos e familiares trabalham em bancos ou escritórios. Sua lista de contatos começou a se constituir a partir do momento que ela iniciou seu trabalho com a Capeto, e não foi fácil. Ela passou a aproveitar cada chance, por que entrar no mercado é difícil, mas manter no mercado é mais difícil ainda. Além disso, Ale deixa claro, sem hipocrisia, que carregar o nome Vogue abre portas. E é bem mais fácil conseguir informações e fazer um trabalho mais completo quando as portas estão abertas.

Em sua vida, não existe nenhum tipo de rotina de trabalho. Além de escrever no blog, sugere pautas e recebe “encomendas” por e-mail e faz o seu trabalho (que geralmente envolve visitar lojas e ir à casa das entrevistadas).

As dicas preciosas dadas por Ale Garattoni para os estudantes de jornalismo ou moda que querem seguir a mesma carreira são: estudar, estudar e estudar. Ler o máximo que puder. Ser muito curioso. Ter um bom dicionário sempre por perto e pesquisar bastante – em tempos de internet (e Google!) não há espaço para profissionais mal-informados

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“Coco avant Chanel” – Além da moda e do amor

Simplicidade, moda, Paris, conforto, elegância. Tudo isso se resume em apenas um nome: Chanel. A estilista-ícone transformou o vestuário feminino com suas ideias à frente de seu tempo no começo do século 20. O filme “Coco avant Chanel” (“Coco antes de Chanel”) mostra como a pobre criança órfã deixou de ser Coco, pra se tornar Chanel, a mulher que abriu as portas para a moda e inventou o estilo que permaneceria vivo durante décadas e décadas.

A diretora francesa Anne Fontaine expõe no filme todas as fases da estilista, desde sua infância num orfanato, à cantora de cabaré, costureira e o início de sua carreira criando chapéus para atrizes parisienses.

A atriz Audrey Tautou, de “Código da Vinci” e “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”, foi a escolhida para interpretar os anseios, medos, vontades e atitudes de quem iria revolucionar o universo feminino. O filme dá a sensação de estar ao lado de Chanel quando ela resolve alargar o espartilho de sua irmã pra ela dançar melhor ou quando pega uma camisa de seu affair, Etienne Balsan, e transforma em uma nova peça.

Coco sempre teve conceitos bem definidos sobre vários assuntos, principalmente quando se tratava das causas do amor. Sempre se negou a amar alguém, mas quando conheceu o empresário inglês Arthur “Boy” Capel, interpretado por Alessandro Nivola, descobriu que não havia motivo pra tanta negação e se entregou à paixão. Capel foi não apenas um grande amor na vida de Chanel, mas também investiu em sua primeira loja de chapéus em Paris e foi responsável por apresentar a ela o tecido jersey, que fez Chanel famosa na época da Primeira Guerra por ser um pano confortável, fácil de usar e barato.

No longa, é nítida a escolha de Coco Chanel pela simplicidade. A estilista decide chamar atenção e ser mais elegante sem o uso excessivo de plumas, cintas, jóias – acessórios que as mulheres da época costumavam usar.

“Coco avant Chanel” vai além da moda e do amor. A estilista passa o filme se descobrindo e encontrando o seu próprio caminho. Com toda essa experiência nasceu uma das mulheres mais poderosas e influenciadoras que o mundo já viu. Alguém que criou o seu próprio império em uma época em que as mulheres não tinham independência e conseguiu estabelecer seu estilo que serve de inspiração para muitos.